Revista Veja, Época, ISTOÉ: destaque de capa da semana

11 de fevereiro de 2014

Manchetes de capas das revistas semanais, Veja, Época, IstoÉ e Carta Capital, com destaque para a visita atrasada da Presidente Dilma a Davos.

  • Revista Veja

Manchete: “Só você não me conhece”

O MC Guimê fez um clipe visto 42 milhões de vezes na internet. Ele é da periferia, país dentro do Brasil com 155 milhões de habitantes que VEJA desvenda nesta edição em uma reportagem de 16 páginas. (Pág. 1)

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O último tango: A fase terminal do governo de Cristina Kirchner na Argentina.

  • Revista Época

Revista Veja, Época, ISTOÉ: destaque de capa da semana   revistas

Manchete: Seja generoso no trabalho – e faça sucesso

O segredo dos profissionais que sabem compartilhar conhecimento e triunfam na carreira.

O movimento das com blog

As novas feministas militam na internet.

Delfins do Norte: Os herdeiros das dinastias de Jader Barbalho e Romero Jucá.

  • Revista ISTOÉ

Manchete: Exclusivo – A anatomia da corrupção

“Levei uma bolsa com R$ 200 mil para o ministro Lupi”

- A empresária Ana Cristina Aquino revela em detalhes como funciona a máfia da propina para criação de sindicatos do Ministério do Trabalho.

- O esquema começou na gestão de Carlos Lupi e continua até hoje.

E mais:  ”O Pepe Richa (irmão do governador do Paraná) recebeu R$ 500 mil. Eu saquei esse dinheiro”.

  • ISTOÉ Dinheiro

Manchete: Este avião vai mudar o mundo dos negócios

Pequenos robôs voadores, os drones surgiram para uso militar e invadiram o universo corporativo, atraindo gigantes como Amazon, DHL e Domino’s Pizza. Eles prometem revolucionar o comércio, os serviços e o agronegócio e já são fabricados e usados no Brasil por empresas como Eldorado Celulose, AES Tietê e Embrapa.

Finanças: O dilema de André Esteves e a revoada de executivos do banco Pan.

  • Carta Capital

Manchete: Os homens de Alckmin

O escândalo da propina do metrô assombra José Aníbal, Edson Aparecido e Rodrigo Garcia.

ProUni: A disputa entre a Receita e as universidades privadas ameaça o programa.

Casa Civil: Por sua conta e risco, Dilma Rousseff nomeia Mercadante.

Desigualdade: 1% da população controla a metade da riqueza do mundo.

  • Dilma e Davos

Quem chega atrasado à sala de aula, perde o melhor lugar. Quem chega atrasado à estação de ônibus/trem, viaja em pé. Quem chega atrasado ao teatro, senta nos fundos. Quem chega atrasado à entrevista, perde o emprego. Quem chega atrasado à reunião, perde o negócio. E quem chega atrasado em Davos, perde o que? Credibilidade.

A presidente Dilma Rousseff chegou três anos atrasada em Davos, na Suíça. Subestimou a importância do maior Fórum Econômico Mundial em 2011, 2012 e 2013. Durante estes três anos a presidente optou por atacar as políticas econômicas dos países desenvolvidos, destratar os investidores e culpar o mercado pelo nosso fracasso. Atitude de mau perdedor.

A inclusão do Brasil no “seleto” grupo das economias mais vulneráveis do planeta não passa de uma consequência da alta ineficiência administrativa do atual governo. A culpa é toda nossa por continuarmos proporcionando um péssimo ambiente de negócios, infraestrutura deficitária, excesso de burocracia, carga tributária elevada, baixo nível de educação, inflação persistentemente elevada e distante do centro da meta (4,5%), crescimento medíocre (abaixo da média de países emergentes e da média do PIB global), rápida deterioração da política fiscal, insistência em estratégias equivocadas de política econômica e crescente perda de confiança e credibilidade entre investidores, empresários, instituições e agências de rating.

Dilma rebateu críticas direcionadas aos mercados emergentes e tentou vender o Brasil aos investidores e empresários nervosos/insatisfeitos com a situação do nosso cenário interno. Mas com a credibilidade baixa e uma pilha de sujeira de baixo do nosso tapete, o Fórum Econômico Mundial não tem muito a oferecer. Discurso bonito e promessa de campanha não engana investidor. Vamos ganhar um até logo e um tapinha nas costas. “Se pretende angariar alguns dólares, faça uma parte do seu dever de casa e esteja aqui no ano que vem.”

Curiosamente, enquanto a presidente discursava no Fórum Econômico Mundial, acontecia uma tempestade nos mercados financeiros, atingindo principalmente as praças emergentes mais vulneráveis. As moedas locais se depreciaram rapidamente nos últimos dias, os Yields (taxas de juros) dos títulos da dívida soberana dispararam e as ações despencaram na bolsa, mostrando que alguns investidores estão pulando fora dos mercados mais sensíveis ao tapering (redução gradual no volume dos programas de estímulos monetários) nos Estados Unidos e a perda do ritmo de crescimento na China.

Este último merece atenção especial. O dado preliminar do Índice Gerente de Compras recuou de 50,5 pontos em dezembro para 49,6 pontos em janeiro, revelando a primeira contração dos últimos seis meses. O indicador mostrou que o setor manufatureiro chinês está sim sofrendo impacto do aumento dos custos da mão de obra no país e das flutuações cambiais (que tornam seus produtos menos competitivos no exterior). Em 2013, o yuan se valorizou 7% em relação ao dólar.

Esses dados aumentaram o desconforto dos investidores com o Brasil. O receio é de que uma desaceleração na China possa criar ainda mais problemas aos países que fornecem matérias-primas para o gigante asiático.

O déficit de 81,37 bilhões de dólares na conta corrente brasileira em 2013 (maior rombo em mais de seis décadas) mostra que o capital está fazendo as malas, fugindo para outras praças menos vulneráveis. O CDS brasileiro (credit default swaps, mais conhecido como risco Brasil, título que mede a probabilidade de calote dos títulos da dívida emitida por empresas e governo) praticamente dobrou em 12 meses, passando de 108 em janeiro do ano passado para 193 neste mês.

Esses novos números causam grande preocupação. Com o fluxo de saída de dólares superando o fluxo de entrada, a depreciação da taxa de câmbio continuará aumentando, pressionando ainda mais a inflação doméstica persistentemente elevada. Já a forte elevação do nosso CDS anula o efeito de atratividade dos ativos brasileiros provocado pela subida da taxa Selic. Mesmo oferecendo um rendimento melhor, os títulos da dívida soberana não são capazes de atrair mais capital para o Brasil, já que o risco tem aumentado numa proporção superior ao retorno dos ativos.

Não vai ser fácil reverter esta perigosa espiral. Davos não vai resolver o problema do Brasil que chegou atrasado. Precisamos atrair investimentos, falando menos e trabalhando mais. Lamentavelmente o governo continua insistindo em falar demais, adotando discursos fora da realidade, e fazer de menos.

Fonte: Finanças Inteligentes

Categoria: Revistas








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